ABRIL

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1846 Conclui a missão de Espluga de Francolí (Tarragona).

1859 Profere o Sermão sobre as Sete Palavras, na Colegiada de Santo Isidro (Madrid).

1863 Começa a redigir, em Aranjuez, O Seminarista Instruído, sobre o qual pede instruções à Madre Paris. Leva quatro meses a editá-lo.

NOVA EXPANSÃO (1922-1934)

A BEATIFICAÇÃO DO PAI CLARET

Em 25 de fevereiro de 1934, colheu-se o primeiro fruto dos esforços envidados pelos claretianos para verem beatificado o seu Fundador. Por motivo da Beatificação, surgiram, de toda a parte, inúmeros decretos, discursos e felicitações. Claret foi apresentado publicamente, à Igreja e ao mundo, como um homem que viveu plenamente a vocação cristã como missionário apostólico e, a partir desse momento, pôde ser apontado como intercessor e estímulo para a caminhada da santidade. Mas o mais eloquente foi sem dúvida o discurso do Papa Pio XI e as palavras que dirigiu, em diversas ocasiões, ao povo e à Congregação, por ocasião deste evento. Eis algumas delas: Parabéns a Espanha… por este herói da santidade, que conhecia tão bem a sua nação, à qual dedicou toda a sua vida, em todas as vertentes, até nos períodos de turbulência e nos sustos da pré-revolução. Para os Claretianos, celebrar esta data constituiu uma ótima oportunidade para recordar que todos, como Claret, estavam chamados a seguir Jesus missionário, com dedicação total, integra e apaixonada.

JAIME PASSARELL

Conselheiro de Claret (1803-1864)

Moyá (Barcelona, España). Licenciado em Teologia, pela Universidade de Cervera. Era amigo íntimo dos bispos Corcuera e Casadevall. Foi professor catedrático de Filosofia, no seminário de Vic. Revelava um grande talento e era firme e incansável no cumprimento dos seus deveres. Foi um grande amigo e o conselheiro especial do P. Claret. Foi das pessoas a quem o P. Claret apresentou a ideia de fundar a Congregação, para além do P. Jaime Soler, mais tarde bispo de Teruel. Ambos aprovaram o projeto. Também aos dois e aos PP. Bach e Estêvão Sala, Claret pediu conselhos sobre se deveria ou não aceitar a mitra de arcebispo de Santiago de Cuba. Quando o Fundador era ainda jovem sacerdote, consultou-o também sobre a conveniência de colocar por escrito o teor das palestras de Exercícios, que havia dado a umas Irmãs de Vic. A resposta foi: Acho que vai ter um trabalho muito custoso; o melhor seria que o mandasse imprimir. O P. Jaime faleceu, a 23 de abril, em Vic.

A FUNDAÇÃO DA CONGREGAÇÃO

No dia 16 de julho de 1849, estando nós reunidos, com permissão do senhor Bispo e do Reitor, demos início aos santos exercícios espirituais no Seminário, com todo o empenho e fervor. E, como nesse dia 16 se celebrava a festa da Santa Cruz e de Nossa Senhora do Carmo, escolhi, como tema da prática, aquelas palavras do salmo 22: Virga tua et baculus tuus ipsa me consolata sunt (A tua vara e o teu cajado me servirão de apoio). Aludi à devoção e à confiança que devemos ter na Santa Cruz e na Virgem Maria, e apliquei todo o salmo ao objetivo que tínhamos em vista. Todos saímos daqueles Exercícios cheios de fervor, decididos e determinados a continuar. Graças a Deus e a Maria Santíssima, todos perseveraram até ao fim. Dois já faleceram e encontram- se atualmente na glória celeste, gozando da luz de Deus e do prémio pelos seus trabalhos apostólicos, e intercedendo pelos irmãos (Aut 490).

Foi assim que começámos e prosseguimos, observando sempre uma vida perfeitamente comum. Continuámos todos a dedicar-nos ao sagrado ministério… (Aut 491)

PARA REFLEXÃO PESSOAL

 

  • Que significa, para ti, celebrar o dia da fundação da nossa Congregação?
  • O que é que te atrai mais, na nossa Congregação missionária?
  • Que reminiscência te deixa o dia da primeira profissão e, anos mais tarde, o teu compromisso definitivo?

“O estudo, a meditação e a contemplação da Palavra devem ocupar um lugar fundamental, na vida daqueles que têm como vocação, no Povo de Deus, ser ministros da palavra” (CPR 54).