ABRIL

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1850 Viaja, de Vic até Gerona, para pregar Exercícios aos sacerdotes. No meio deles, consegue uma aquisição de vulto, para Cuba: o P. Paládio Curríus. Prega também uma missão ao povo.

1859 Na igreja do convento da Encarnação (Madrid), administra solenemente o batismo  a um mouro adulto, que é patrocinado pelos reis.

1868  Vai ao mosteiro do Escorial presidir à celebração da que será a sua última Semana Santa.

NOVA EXPANSÃO (1922-1934)

NO PANAMÁ

Em dezembro de 1923 o P. António Anglés chegou ao Panamá, vindo da Colômbia a fim de tomar conta da capela de São Domingos, na zona antiga da capital. Procurava também uma residência para os estendeu a outras partes do país, como a cidade de Colón. O P. Anglés e os dois companheiros que vieram a seguir responsabilizaram-se por várias igrejas, prisões, um hospital, uma leprosaria e a própria catedral. O bispo Mons. Guilherme Rojas tratou-os, desde o início, como um verdadeiro pai. A primeira casa, em São Domingos, era tão pobre que o Internúncio, numa visita que fez, aconselhou-os: Encontrem outra casa; aqui não conseguem viver. Não obstante, após alguns melhoramentos, os Missionários residiram lá até 1946, quando se transferiram definitivamente para a casa e igreja de Cristo Rei. Foi o início de uma presença florescente na América Central, que, em 1927, se tornou Visitadoria dependente dos Estados Unidos, embora tivesse sido a Colômbia ter sido quem fundou e forneceu os Missionários.

GEORGE NEDUMPLAKUNNEL, CMF

Consultor Geral (1943 - 2007)

Foi um dos primeiros claretianos de nacionalidade indiana, fruto do trabalho do Pe. Dirnberger e da Província alemã. Em 1962, juntamente com cinco companheiros, deixou Cochim, a caminho da Alemanha, a fim de iniciar a sua formação claretiana. Fez a sua profissão, em 1964, e recebeu a ordenação sacerdotal em Roma, em 1974. Aí havia cursado os estudos teológicos, múnus de ecónomo do seminário claretiano de Malleswaram, em Bangalore, e, mais tarde, o de superior de Kuravilangad. Em 1982, foi sucessor do P. Dirnberger, como Superior delegado da nova Província. Foi eleito Consultor Geral da Congregação, em 1991, sendo o primeiro asiático a fazer parte do Governo Geral. Depois deste período, seguiu para os Estados Unidos, onde lhe foi diagnosticada uma doença cerebral, que acabaria prematuramente com a sua vida. Passou os últimos dias na casa em Kuravilangad (Kerala, Índia), onde viria a falecer, no dia 4 de abril. Possuía uma visão clara e um grande sentido do dever e da dedicação. Conferiu estabilidade à Congregação, na Índia, e soube consolidá-la com firmeza.

A ALEGRIA DA QUERIDÍSSIMA POBREZA

Recordava sempre que Jesus se tornou pobre: quis nascer, viver e morrer pobremente. Lembrava também o exemplo de Nossa Senhora, que sempre procurou ser pobre. E tinha ainda presente o exemplo dos Apóstolos, que deixaram tudo para seguir a Jesus Cristo. O Senhor fazia-me sentir algumas vezes os efeitos da pobreza, mas durante muito pouco tempo. Consolava-me de imediato, concedendo-me o que necessitava. Era tal a alegria que me invadia, por ser pobre, que nunca os ricos gozaram tanto com as suas riquezas como eu com a minha amadíssima pobreza (Aut 363).

Fui tomando consciência de que a santa virtude da pobreza servia não só para edificar as pessoas e destronar o ídolo do ouro, mas também me ajudava muito no crescimento da humildade e no progresso do caminho da perfeição. Além da experiência que adquiria, procurava convencer-me a mim próprio, através desta metáfora: as virtudes são como as cordas de uma harpa ou de outro instrumento de corda. A pobreza é a corda mais fina e mais curta: quanto menos comprida é, mais agudo é o som que produz. Portanto, quanto mais pequenas forem as comodidades da vida, tanto mais excelso será o cume da perfeição alcançado (Aut 370)

PARA REFLEXÃO PESSOAL

  • Há momentos em que experimentas os efeitos da pobreza apostólica? Como reages?

  • O consumismo está a invadir a tua vida?
  • Concordas com Claret, quando ele afirma que a pobreza é a nota que dá o tom à vida missionária?

“Aqueles que colocaram tudo nas mãos de Deus, para se tornarem instrumentos eficazes na construção do seu Reino, não devem hesitar em viver nas fronteiras geográficas, sociais e culturais da evangelização” (Josep M. Abella, Missionários, p. 57).

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