ABRIL

30

1845 Chega a Vilanova i La Geltrú (Barcelona), onde vai pregar, no mês de maio.

1846 Viaja até Lérida, e, no dia seguinte, aí iniciará a pregação do mês de Maria.

TEMPO DO MARTÍRIO (1934-1937)

IMPACTO DA MISSÃO

As sequelas da guerra civil espanhola fizeram-se sentir rapidamente nas missões, especialmente na Guiné Equatorial e na China, bem como nas fontes de propaganda e de financiamento, de Espanha. Além das dificuldades, causadas pela escassez de meios económicos, havia também a enorme carência de missionários para ajudar a suprir as inúmeras necessidades das missões, que estavam então confiadas à Congregação. Não devemos esquecer o grande número de estudantes, cujas vidas foram ceifadas por esses tristes acontecimentos. Além disso, ficou suspensa a publicação da revista O Missionário, foram roubados os fundos da Pia União Missionária, desapareceu o Círculo Filatélico de Cervera, etc. Neste contexto, o Pe. Felipe Maroto tentou estimular a solidariedade de toda a Congregação, através da carta circular Missões de Infiéis, publicada em 1937, precisamente na véspera da sua morte, que ocorreu aos 62 anos de idade, vítima dos desgostos e dos sofrimentos, que havia sido o elevado preço, pago pela Congregação, na guerra de Espanha.

JOSÉ MARÍA MIR, CMF

Missionário e latinista (1912-2000)

Bellvís (Lérida, España). Entrou, aos 11 anos de idade, no seminário claretiano que estava localizado na famosa ex-Universidade de Cervera. Convém dizer que já então tinha despertado nele uma verdadeira paixão pela língua latina. Continuou os seus estudos de Filosofia e Teologia, colaborando, na altura, com a revista latina, criada pelo P. Manuel Jové, primeiramente com o título de Candidatus Latinus (1928) e, depois, Palaestra Latina (1930). Foi ordenado sacerdote, em Lérida, a 28 de março de 1936. Poucos meses depois, eclodiu a guerra civil espanhola. Em 1943, estabeleceu-se em Barbastro e assumiu a direção da revista Palaestra Latina, até 1964, imprimindo-lhe um grande incremento. Integrou a equipa que remodelou o Dicionário Ilustrado latim-espanhol e espanhol-latim da Spes-Vox (Barcelona 1944), que atingiu inúmeras edições. Em 1965, foi chamado a Roma, como Professor do Instituto Pontifício de Latinidade. Lecionou também na Universidade Lateranense. Faleceu, em Barcelona, no dia 29 de abril.

Biografia

OS FRUTOS DA MISSÃO PARTILHADA

Concluídas as missões na cidade principal e terminadas que foram as celebrações da Semana Santa e da Páscoa, dividimo-nos em três grupos. Enviei o P. Manuel Subirana e o P. Francisco Coca para a cidade do Cobre; o P. Paládio Curríus e o P. Estêvão Adoain, capuchinho, para a aldeia de Canei, que dista duas léguas de Santiago. Este religioso ofereceu-se, após a minha chegada, e foi de muita utilidade, como irei referir mais adiante. Aos outros, distribuí-os do seguinte modo: o P. João Lobo ficou no Tribunal e, na minha ausência, exercia funções de governador eclesiástico; o P. Filipe Rovira e o P. João Pladebella passaram a residir no Seminário, um a ensinar gramática latina aos rapazes, e o outro, teologia moral. Aos padres Lourenço San Marti e António Barjau, mandei-os para a cidade de Porto Príncipe, a fim de ensinarem o catecismo, até que eu chegasse (Aut 514).

Eu fiquei na capital, abri a visita pastoral, começando pela catedral, pelas paróquias… (Aut 515).

Passei depois pela cidade de Cobre, onde estavam a pregar os PP. Manuel Subirana e Francisco Coca, como atrás referi. Desenvolveram um imenso trabalho durante aqueles dias e produziram um fruto assinalável. Basta dizer que, quando partiram para lá, só havia oito matrimónios legalmente constituídos e, durante a missão, realizaram-se quatrocentos casamentos de pessoas que estavam a viver em concubinato (Aut 517).

PARA REFLEXÃO PESSOAL

  • Que atitude adotas, em relação ao trabalho em equipa?
  • Ofereces-te, ou recusas trabalhar com os outros?
  • Evitas o protagonismo, em benefício de uma colaboração normal?
  • Indica três das tuas qualidades pessoais, que facilitem e favoreçam o trabalho em equipa. E agradece-as a Deus.

“Os mártires claretianos foram seres humanos que souberam perdoar, porque eles próprios se sentiram infinitamente perdoados por Deus” (Mathew Vattamattam, Missionários até ao fim. n. 18).

Pin It on Pinterest

Share This