ABRIL

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1852 Ultima os Exercícios Espirituais com seus familiares, em Cuba, e redige alguns propósitos; são importantes, porque sintetizam um ano de experiência, como arcebispo.

1859 Desde o dia de ontem até ao próximo dia 20 de maio, vai passar por grandes sofrimentos.

1861 Em Aranjuez, dá por finda a redação do segundo volume de O Seminarista Instruído e envia, neste dia, o texto já corrigido.

TEMPO DE MARTÍRIO (1934-1937)

O COLÉGIO INTERNACIONAL CLARETIANO

Uma das decisões do Capítulo Geral, de 1934, foi a de criar o Colégio Internacional, em Roma, deixando ao Superior Geral, e ao seu Conselho, o ónus de determinar a sua natureza, o seu funcionamento e as demais condições. De facto, o Colégio Internacional começou a funcionar, nesse mesmo ano, nas instalações da Via Giulia, enquanto se buscava um local mais conveniente. Em 1937, transitou para Albano, até 1953, quando se trasladou para o famoso terzo piano (terceiro andar) da nova Cúria Geral, que estava agora sediada na zona de Parióli. Em 1959, foi inaugurado o chamado Claretianum, na Via Aurélia. Este foi encerrado, como Centro de Estudos da Congregação, em 1969. Em 1971, iniciou-se uma secção especializada em Teologia da Vida Religiosa, integrada na Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia Lateranense (Roma). Este estabelecimento de ensino foi aprovado pela Santa Sé, em 1975, como Instituto de Vida Religiosa. Mercê da Exortação pós-sinodal Vita Consecrata, fruto do Sínodo sobre a Vida Consagrada, de 1994, alterou-se o seu nome, em 1996, para Instituto de Teologia da Vida Consagrada. Hoje, continua a funcionar, com grande vitalidade.

CARMELO SALA

Capelão de Claret (1833-1900)

Jativa (Valencia, España). Foi capelão de Claret, durante mais de seis anos. Acompanhou-o, em 1862, na viagem pela Andaluzia, com a rainha Isabel II. As cartas que escreveu ao P. Xifré, sobre as atividades do Padre Claret, foram publicadas na Revista Católica. Parece que tinha tenções de ser missionário claretiano. Em 1866, foi nomeado cónego de Cádis. Ocupou o cargo de reitor do seminário, a partir de 1875. Em 1879, passou a ser cónego de Tarragona. Ajudou a corrigir algumas das obras do P. Claret. Prestou declarações, no processo informativo de 1889. Nelas, afirmou que Claret foi para mim, além de Superior, um pai muito amoroso na terra, como espero continue a ser meu protetor no céu. Declarou também ter exercido o múnus de seu confessor habitual. Claret declarou acerca do P. Carmelo: É uma pessoa muito boa, sábia e virtuosa, e gosta da nossa Congregação; mas não vai ingressar nela, enquanto permanecer a meu lado, pois desta forma pode auxiliar os seus pais. Faleceu, em Tarragona.

Biografia

FIEL À SUA IDENTIDADE DE MISSIONÁRIO

No dia 8, terça-feira, segui de Vic para Barcelona e Madrid, e o núncio de Sua Santidade, impôs-me o pálio no domingo, dia 13 do mesmo mês. Apresentei-me, então, formalmente a Sua Majestade e aos ministros do governo. Enquanto despachavam a minha documentação, dediquei-me a pregar na cidade de Madrid, a confessar, etc. Solucionados esses assuntos, voltei à Catalunha. Quando cheguei a Igualada…  preguei na festividade de Todos- os-Santos… Passei depois por Manresa… e preguei, ao cair da noite… (Aut 500).

Durante a tarde desse dia, fui a Salhent… e durante a noite, dirigi a todos a palavra, de uma varanda da praça, pois a igreja não comportava tanto povo. No dia seguinte, celebrei missa solene e, de tarde, parti para Santmarti, visitando, da parte da manhã, Nossa Senhora de Fusimanha… Celebrei a eucaristia naquele santuário e… passei a Artés, onde preguei também. Avancei, mais tarde, para Calders, onde igualmente preguei, indo almoçar a Moiá, povoação em que à noite anunciei a palavra de Deus. Passei, no dia seguinte, por Collsuspina, localidade em que também preguei, tomando o almoço em Vic; e aí, à boca da noite, preguei uma vez mais a palavra divina. Passei depois por Barcelona e lá missionei diariamente em diversas igrejas e conventos. (Aut 501)

PARA REFLEXÃO PESSOAL

 

Neste breve relato, Claret recorda as onze vezes, onde parou para pregar. Após a consagração episcopal, manteve-se fiel à sua identidade missionária.

  • Como manifestas o teu desejo de seres fiel à identidade missionária, em todos os tipos de atividade apostólica?
  • Aproveitas, para evangelizar, todas as ocasiões que Deus te proporciona?
  • Busca, na Internet, um mapa da Catalunha e vai assinalando o itinerário missionário do bispo Claret.
  • Relê o texto completo do nº 501 da Autobiografia e tenta encontrar algum ponto que indique a razão por que Claret pregava.

“Considera o pior dos crimes preferir a sobrevivência à honra e, por amor à vida física, perder a verdadeira sentido da vida” (Juvenal).

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