ABRIL

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1852 Após a Semana Santa, inicia hoje os Exercícios anuais com os seus familiares, que estarão concluídos no dia 26.

1856 Comunica ao P. Paládio Curríus que, por enquanto, suspenda os gastos, na quinta-escola de Porto Príncipe, pois despendeu muito em cuidados médicos e, além do mais, se de Roma não lhe aceitarem a renúncia ao cargo, necessita de dinheiro para regressar a Espanha.

1859 Celebra, seguindo o pontifical, as cerimónias da Semana Santa, na igreja dos italianos (Madrid).

NOVA EXPANSÃO (1922-1934)

O NOVIÇO INSTRUÍDO

Com a passagem do tempo, a publicação do novo Código (1917) e o desenvolvimento do direito particular exigiram que se elaborasse um novo apoio para os noviços, que espelhasse o espírito original e próprio do Fundador. Nasceu assim a ideia do manual O Noviço Instruído, escrito pelo P. Raimundo Ribera, em 1931, uma obra encomendada pelo Governo Geral. Este volume dispunha de referências abundantes à Palavra de Deus, ao Coração de Maria e à Congregação. Naturalmente que se serviu também de outras obras similares, pertencentes a Ordens antigas e a Institutos modernos, bem creditados. O P. Ribera, no final do capítulo preliminar em que desenvolve uma instrução sobre a Congregação, sublinha a importância da Definição do missionário e declara expressamente que o ideal do Missionário está contido na Definição que o nosso santo Padre Fundador redigiu com o seu próprio punho e enviou aos primeiros sacerdotes. Até então, o molde em que gerações de noviços e estudantes claretianos se haviam formado eram as Práticas Espirituais do P. Paulo Vallier, de 1888.

FRANCISCO DE ASSIS BORBON

Rei consorte (1822-1902)

Aranjuez (Madrid, España). Era filho do príncipe Francisco de Paula e da princesa Luísa Carlota. Infante, foi Duque de Cádis, por concessão de Fernando VII. Casou com a Rainha Isabel II, sua prima direita, em 1846. A influência que teve na política espanhola foi muito reduzida. O casal, separado em 1847, devido a incompatibilidades conjugais, reconciliou-se em 1858, após diversas tentativas. Abandonou definitivamente a Rainha, depois da revolução de setembro de 1868, dedicando o resto da sua vida à leitura e a obras de caridade. Claret comenta, na Autobiografia, que, após o nascimento do Príncipe das Astúrias, em 1857, tanto o Rei como a Rainha lhe impuseram a Cruz de Carlos III: Eu não disse nada, porque estavam ambos juntos, e, nessa altura, o Rei não me inspirava a confiança que tenho por ele hoje, pois sei que gosta muito de mim. Mas, nessa altura, mantive-me calado. O Rei tinha o seu próprio confessor, o P. Fulgêncio.

A ARGÚCIA APOSTÓLICA

Nos lugares que mencionei no capítulo anterior e noutros a que não aludi, preguei várias missões, embora sob diversas invocações e festas. Mesmo que as não apelidasse de missões, porque as circunstâncias políticas daquele tempo o não permitiam, os temas abordados eram, contudo, de profundo cariz missionário e denominavam-se Quaresma, Mês de Maria, Quinzenário do Rosário, Novena das Almas, Oitavário do Sacramento e Septenário das Dores. Eram estes, geralmente, os nomes dados a tais festividades, e, mesmo que se chamassem novenas, eu pregava durante mais dias, caso houvesse conveniência nisso (Aut 468).

Em cada uma das referidas localidades, levavam- se a cabo uma ou mais cerimónias, ao longo do ano ou até durante mais anos, e sempre com fruto copioso. Por toda a parte se verificaram conversões: umas normais, outras grandes e outras até extraordinárias. De início, vinham todos ouvir o pregador: uns de boa vontade, outros por mera curiosidade, e outros com más intenções, para ver se eu descambava nalgum deslize (Aut 469).

PARA REFLEXÃO PESSOAL

 

  • Que caminhos de evangelização procuras rasgar, no ambiente em que vives?
  • Como aplicas ao teu meio o lema: “lançar mão de todos os meios possíveis” (cf. CC 48)?

“A autobiografia do Padre Fundador foi sempre considerada pela Congregação, não só como um testemunho pessoal, mas sobretudo como um documento pedagógico que, juntamente com as Constituições, é o melhor instrumento para discernir e transmitir a identidade carismática do Padre Fundador” (Jesus Álvarez).

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