ABRIL

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1847 Em Vic, passa por um momento delicado de saúde, com uma inflamação no joelho, na perna e no pé, para além da apatia e da falta de apetite.

1848 Termina a missão de Las Palmas, na Grã-Canária.

1854 Queixa-se ao Capitão Geral de Cuba sobre os impedimentos que as autoridades subordinadas colocam, quando pretende acabar com as uniões de facto, e avisa-o de que, se o não apoiarem… abdicará do cargo de arcebispo, pois não vai aguentar mantê-lo contra o que lhe dita a sua própria consciência.

NOVA EXPANSÃO (1922-1934)

CASTELA FUNDA, EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Recordamos a forma como foram expulsos de Portugal os Missionários, em 1910, quando eclodiu a proclamação da República e Igreja começo a ser perseguida. Chegou, no entanto, o dia em que a Congregação pôda regressar a esta nação tão promissora. O renascimento das fundações de Portugal começou na metrópole (Freineda – 1920, Tortosendo – 1921 e Setúbal – 1926). Como estratégia para estabilizar e consolidar a presença claretiana, a Província de Castela decidiu atravessar o Atlântico e aceitar, em 1927, a missão da Vila da Trindade, na colónia portuguesa de São Tomé e Príncipe, em África.

Nesta fundação procurou-se respeitar as orientações da Santa Sé, cuja intenção era restaurar de novo a sede episcopal daquelas ilhas. Isto trouxe benefícios importantes aos missionários, concedidos por parte do governo português, que reconhecia assim a Associação dos Missionários de Maria, nome oficial por que era conhecida a Congregação em Portugal. Para além de outros ministérios apostólicos, foi-lhes confiada mais tarde a paróquia da Sé e a direção determinados privilégios, ao abrigo do chamado Acordo Missionário.

NARCISO GARCIA GARCÉS, CMF

Missionário e mariólogo (1904-1989)

Ojos Negros (Teruel, España). Ordenado sacerdote, em 1928, iniciou a sua atividade docente em Chascomús (Argentina). Obteve o doutoramento em Teologia, no Ateneu Angelicum, em 1939. Foi designado professor do Teologado Internacional Claretiano, de Albano (Itália). Regressou a Espanha, em 1940. Nesse mesmo ano fundou, com outros teólogos, a Sociedade Mariológica Espanhola, sendo escolhido para seu primeiro Presidente. Promoveu a criação da revista Ephemerides Mariologicae, publicação de que foi o primeiro diretor (1951). Nela colaboraram muitos autores importantes da altura: J. A. de Aldama, J. Mª Alonso, C. Balic, J. Mª Bover, H. Barre, J. F. Bonnefoy, D. Fernández, R. Laurentin, M. Peinador, G. Philips, G.M. Roschini, F. Sebastián, C. Straeter… Fez parte da Comissão Teológica Preparatória do Concílio Vaticano II (1962-1965). Continuou a lecionar nos seminários diocesanos, na Universidade Central e na Escola Superior de Ciências Sagradas, de Madrid. Participou na organização de vários Congressos Mariológicos Internacionais. R. Laurentin considerou-o, juntamente com Balic e Roschini, uma figura importante num brilhante período mariológico da Igreja.

Biografia

AUDÁCIA E VALENTIA PARA PREGAR

Preguei sempre, desde o início do ano de 1840, quando regressei de Roma, até aos começos de 1848, quando estive em Madrid, para seguir para as Ilhas Canárias (Aut 454).

Em qualquer localidade onde pregasse, já sabia que as pessoas maldosas da zona me caluniavam e perseguiam, desde o começo da atividade até metade do período em que decorriam as cerimónias. Depois, convertiam-se e passavam a dizer bem de mim. Começavam, então, as perseguições do governo e das autoridades civis. Era, por causa disso, que o meu prelado me fazia passar constantemente de uma terra à outra. (Aut 457).

O general Manzano declarou-me, de viva voz, mais tarde, quando vivíamos ambos em Cuba, que tivera o encargo de me meter na prisão… porque tinham medo, ao verem a aglomeração imensa de pessoas que de todos as partes acorria à igreja, quando eu pregava. Receavam também que, devido ao enorme prestígio de que gozava, bastasse um simples sinal, do meu lado, para que, todos se sublevassem facilmente… (Aut 458).

PARA REFLEXÃO PESSOAL

 

Por causa dos graves conflitos políticos do tempo de Claret, os pregadores corriam sério risco de serem presos ou exilados.

  • Que tipo de mal-entendidos ou riscos podem dificultar a tua pregação da Palavra?
  • Como podes superá-los?

“É necessário enraizar, ainda mais, a nossa espiritualidade na perspetiva da missão” (CPR 52).

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