ABRIL

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1853 Conclui, em Cuba, os Exercícios com seus familiares e redige os respetivos propósitos; insiste no tema da indiferença, devido ao desejo de renunciar ao cargo de arcebispo.

1857 A partir de Havana, inicia, no vapor Pizarro, a viagem de regresso a Espanha.

1858 Faz de bispo assistente, na consagração episcopal de Pedro Lucas Asensio, bispo de Jaca.

NOVA EXPANSÃO (1922-1934)

O CODEX JURIS ADDITICII (CIA)

Por ocasião do 75º aniversário da fundação da Congregação, promulgaram-se as Constituições, adaptadas ao Código de Direito Canónico vigente e ao comumente chamado CIA.

O CIA era uma compilação de todas as leis e disposições, emanadas dos Capítulos e Governos Gerais, até ao Capítulo Geral de 1922. Foi publicado, em 1925. Posteriormente, foi revisto e adaptado diversas vezes (1940 e 1953). Em 1955, na sua tradução sucinta para o espanhol, chamou-se Epítome do Direito Adicional. Em 1967, denominou-se Diretório, a fim de cumprir as normas do motu proprio Ecclesiae Sanctae de Paulo VI, que fez a distinção entre Regras ou Constituições e Diretórios. Coube ao Capítulo Geral, de Vic, e aos Padres António Naval, Maroto, Larraona e Arrandiaga levar por diante esse trabalho. Foi este último que deu a última demão ao texto, reduzindo-o a um formato breve e inteligível, e vertendo-a num latim clássico e elegante. O CIA constituiu uma ferramenta útil para orientar o exercício do governo e da vida missionária, tanto a nível pessoal como comunitário.

FRANCISCO DIRNBERGER, CMF

Missionário na Índia (1916-1993)

Flishberg (Baviera, Alemania). Era o décimo terceiro filho de uma família de lavradores. Ingressou, pela primeira vez, no seminário diocesano de Regensburg, que abandonou, por motivo de doença. Em 1938, entrou no noviciado claretiano. Participou, como soldado, na Segunda Guerra Mundial, após a qual foi ordenado sacerdote. Depois de desempenhar encargos formativos, foi nomeado Provincial da Alemanha. Ele próprio planeou a fundação, na Índia. Quando partiu para aquele país, na Semana Santa de 1970, já tinha 55 anos, estava doente e não sabia qualquer palavra em inglês. A primeira missão que erigiu foi Kuravilangad (Kerala); seguiu-se depois Bangalore (Karnataka). Em 1980, sofreu um acidente de viação, na Alemanha. Contou que, após o regresso à Índia, quanto Madre Teresa de Calcutá o viu a andar de muletas, exclamou: É disso que os Claretianos precisam hoje: não tanto de atividades vistosas, mas de oração e de sofrimento paciente. Graças ao testemunho e à tenacidade do P. Dirnberger, a Congregação desenvolveu-se extraordinariamente na Índia e levou a efeito múltiplas fundações. Faleceu e jaz sepultado, em Karumathur (Tamil Nadu).

Biografia

A VIRTUDE IMPRESCINDÍVEL

virtude mais necessária é o amor. Afirmo-o e repeti-lo-ei mil vezes: a virtude imprescindível ao missionário apostólico é o amor. Deve amar a Deus, a Jesus Cristo, a Maria Santíssima e ao próximo. Se não tiver este amor, todas as suas qualidades serão inúteis; mas, se possuir um profundo amor, aliado aos dotes naturais, então nada lhe faltará (Aut 438).

O amor produz, naquele que anuncia a palavra divina, o mesmo que a pólvora numa espingarda. Se alguém lançar uma bala com a mão, poucos estragos causará; mas, se a bala for projetada pelo fogo da pólvora, então mata mesmo. Acontece o mesmo com a palavra de Deus. Se for pronunciada naturalmente, pouco bem realizará; mas, se for proclamada por um sacerdote abrasado no fogo da caridade, no amor a Deus e ao próximo, extirpará os vícios, destruirá os pecados, converterá os pecadores e realizará numerosos prodígios. É o que vemos em São Pedro, que saiu do Cenáculo a arder no fogo do amor, que havia recebido do Espírito Santo. O resultado foi que, através dos seus sermões, converteu oito mil pessoas: três mil no primeiro, e cinco mil no segundo (Aut 439).

PARA REFLEXÃO PESSOAL

 

  • Que motivo levou Claret a considerar o amor como a virtude mais necessária ao missionário?
  • O que é o amor por ti, nesta etapa da vida?
  • Achas que a tua forma de viver a afetividade é saudável e madura?
  • Escreve a tua definição pessoal do amor. Destaca as três características mais importantes.
  • O amor humano é diferente do amor evangélico?

“O nosso medo mais terrível não é que estejamos mal preparados. O nosso maior receio é que nos tornemos demasiado poderosos. O que nos assusta mais é a nossa luz, não a nossa escuridão” (Marianne Williamson).

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